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Responsabilidade Moral e Ética

Por muitos anos ministrei a disciplina de Ética Profissional para cursos técnicos profissionalizantes de Administração, Contabilidade, Enfermagem, Farmácia, entre outros. Disciplina fascinante em que eu me propunha a levá-los a uma profunda reflexão filosófica sobre as relações humanas, profissionais e a ética. Eram profissionais que se preparavam para a entrada em um mercado de trabalho regulado, com seus conselhos profissionais e seus códigos de ética claros a respeito de suas condutas, além dos manuais de condutas corporativos, aos quais responderiam. Parecia tudo muito claro e simples, apesar de Ética não se aprender na escola, só precisávamos compreender os códigos, manuais e sensibilizar para a questão da moral e da ética, do bem e do mal, do certo e do errado. Existiam sensores e instrumentos muito definidos para regular os comportamentos.



Ao entrar no mercado condominial (sem regulamentação) eu percebia uma grande responsabilidade no síndico, além das previstas, a RESPONSABILIDADE MORAL, e era nada falada. Aquela Responsabilidade que decorre do livre arbítrio de suas ações e as consequências delas, e esta se encontra na consciência do indivíduo.


Mas quando lidamos com tantas responsabilidades, recursos de terceiros, impactos na vida de muitas pessoas, oportunidades e poder, colocar patrimônios e vidas, única e exclusivamente a margem da consciência e do caráter de um indivíduo, corre-se um risco muito grande.


Assunto espinhoso no meio condominial, para o síndico, figura central deste mercado, a Ética deve ser uma bandeira de ordem. Ela é o abrigo que confere proteção e segurança aos indivíduos em uma sociedade. A Ética é a base das relações humanas e fundamental para um bem viver em conjunto. Já pensou uma sociedade sem ética? Onde todos os impulsos fossem possíveis e viáveis? Nós não sobreviveríamos!


Não é sobre cumprir a lei (alguns podem dizer: “mas está tudo no código civil”), é sobre valores, moral e caráter. É sobre querer, poder, mas com a consciência do NÃO DEVER.


Na dúvida e na falta de uma regulamentação e um código, pense:

Quero? – Quero / Posso? – Posso / Devo? Não. Simples assim!


Um grande abraço


Ariane Padilha

Mini bio:

Professora, Psicóloga, Especialista em Gestão de Recursos Humanos e Marketing, Consultora e Síndica Profissional da Fator G Condomínios. Professora e Coordenadora do Curso De Pós Graduação em Gestão Condominial/FAMAQUI.

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